Atarde
O
candidato a prefeito de Salvador pelo DEM, ACM Neto, cobrou do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o reconhecimento de que o ex-senador Antonio
Carlos Magalhães (ACM), seu avô, foi o
criador do Fundo de Combate à Pobreza. Ele evitou polemizar as declarações do
ex-presidente, que acusou Neto de "plantar uma mentira sórdida" a
respeito do programa Bolsa Família. "O PT criou uma falsa polêmica",
afirmou Neto, nesta quinta-feira, após uma caminhada pelo bairro Jardim
Cajazeiras.
"Eu
tenho certeza de que ele (Nelson Pelegrino, candidato do PT) informou
equivocadamente o ex-presidente da República. Foi o meu adversário quem criou
esta falsa polêmica. Quem criou o Bolsa Família foi Lula e em momento algum eu
disse que não foi o Lula", ponderou e cobrou: "Agora, eu reconheço
que foi Lula quem criou o Bolsa Família, do mesmo modo que eu quero que ele
reconheça que quem criou o Fundo de Combate à Pobreza foi o ex-senador Antonio
Carlos Magalhães".
Em
seguida, durante um comício improvisado no fim de linha do bairro de Sete de
Abril, ACM Neto creditou ao "desespero" os ataques que diz estar
sofrendo dos adversários durante a eleição. "Do outro lado, os
desesperados continuam mentindo e nos atacando. Eles pensavam que eram donos da
Bahia e donos de Salvador e que o time deles era o mais forte, mas eu jogo no
time do povo da Bahia", afirmou.
Para
Neto, a campanha petista age legitimamente ao trazer para eventos públicos a
presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, mas erra ao usar o
"medo" como estratégia. "Eles criaram essa ideia de time, de que
para governar tem que ter isso, trouxeram Dilma, Lula duas vezes, o que é
normal, já que são do mesmo grupo. O problema é querer chantagear a população
com a tática do medo", afirmou.
Herança carlista - Questionado a respeito do efeito que as críticas a ACM,
feitas pela campanha adversária, têm no desempenho eleitoral, ACM Neto defendeu
a "herança política" que recebeu do avô. "Eu tenho certeza de
que a memória dele agrega. Mesmo aquelas pessoas que não o admiravam em vida
não admitem este tipo de postura desrespeitosa. Eles só têm a perder",
acredita.
"O
que eu ouvi da população foram palavras de repúdio e indignação a um ato de
covardia, que é criticar alguém que não está mais entre nós. Eu estou aqui para
me defender. O senador faleceu há mais de cinco anos", diz. Durante a
tarde, o candidato passou pelos bairros da Paz, Mussurunga e São Cristóvão,
onde fez comício, último ato de campanha
dele à noite. No último dia de
propaganda no rádio e na tevê, o candidato diz que agradecerá o carinho da população.

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