sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ACM Neto pede que Lula reconheça o papel do avô


Atarde
O candidato a prefeito de Salvador pelo DEM, ACM Neto, cobrou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o reconhecimento de que o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (ACM), seu avô,  foi o criador do Fundo de Combate à Pobreza. Ele evitou polemizar as declarações do ex-presidente, que acusou Neto de "plantar uma mentira sórdida" a respeito do programa Bolsa Família. "O PT criou uma falsa polêmica", afirmou Neto, nesta quinta-feira, após uma caminhada pelo bairro Jardim Cajazeiras.
"Eu tenho certeza de que ele (Nelson Pelegrino, candidato do PT) informou equivocadamente o ex-presidente da República. Foi o meu adversário quem criou esta falsa polêmica. Quem criou o Bolsa Família foi Lula e em momento algum eu disse que não foi o Lula", ponderou e cobrou: "Agora, eu reconheço que foi Lula quem criou o Bolsa Família, do mesmo modo que eu quero que ele reconheça que quem criou o Fundo de Combate à Pobreza foi o ex-senador Antonio Carlos Magalhães".
Em seguida, durante um comício improvisado no fim de linha do bairro de Sete de Abril, ACM Neto creditou ao "desespero" os ataques que diz estar sofrendo dos adversários durante a eleição. "Do outro lado, os desesperados continuam mentindo e nos atacando. Eles pensavam que eram donos da Bahia e donos de Salvador e que o time deles era o mais forte, mas eu jogo no time do povo da Bahia", afirmou.
Para Neto, a campanha petista age legitimamente ao trazer para eventos públicos a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, mas erra ao usar o "medo" como estratégia. "Eles criaram essa ideia de time, de que para governar tem que ter isso, trouxeram Dilma, Lula duas vezes, o que é normal, já que são do mesmo grupo. O problema é querer chantagear a população com a tática do medo", afirmou.
Herança carlista - Questionado a respeito do efeito que as críticas a ACM, feitas pela campanha adversária, têm no desempenho eleitoral, ACM Neto defendeu a "herança política" que recebeu do avô. "Eu tenho certeza de que a memória dele agrega. Mesmo aquelas pessoas que não o admiravam em vida não admitem este tipo de postura desrespeitosa. Eles só têm a perder", acredita.
"O que eu ouvi da população foram palavras de repúdio e indignação a um ato de covardia, que é criticar alguém que não está mais entre nós. Eu estou aqui para me defender. O senador faleceu há mais de cinco anos", diz. Durante a tarde, o candidato passou pelos bairros da Paz, Mussurunga e São Cristóvão, onde fez  comício, último ato de campanha dele à noite.  No último dia de propaganda no rádio e na tevê, o candidato diz que  agradecerá o carinho da população.

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