Atarde
"O
Gonzaga frequentava a casa do meu avô, que era político em Pernambuco",
relembra Silveira, que levou sete anos para concretizar o filme idealizado por
Maria Hernandez. Chambinho, que interpreta no filme o cantor em sua fase áurea
da carreira, também é sanfoneiro e aprendeu a tocar músicas de Luiz Gonzaga com
8 anos de idade. Já Andrade, que vive Gonzaguinha (1945-1991), filho do
protagonista, já ganhou uns trocados cantando músicas de seu personagem em
bares.
Ao
mesmo tempo em que narra a trajetória de Gonzaga, o longa mostra a complicada
relação do músico com seu primogênito, criado pelos amigos Xavier (Luciano
Quirino) e Dina (Silvia Buarque), pois o pai estava ocupado fazendo shows pelo
Brasil. A volta à questão da paternidade não é um acaso na filmografia de Breno
Silveira, que também tocou no assunto em "À Beira do Caminho",
lançado neste ano. "Alguém falou que a gente faz eternamente o mesmo
filme. Acho que estou neste contexto", assume o cineasta.
As
famílias de Gonzaguinha e de Rosa Gonzaga, filha adotiva do sanfoneiro, não se
bicavam, mas acabaram se unindo durante a produção. "Eles não se falavam.
Então, a gente combinou um jantar e juntou todos depois de 15 anos. Hoje, eles
voltaram a se frequentar, voltaram a ser uma família", orgulha-se
Silveira.
Fiel
à história de Luiz Gonzaga, o filme mostra o início da carreira do Rei do
Baião, desde a época em que era adolescente em Exu, no sertão de Pernambuco,
quando fugiu de casa para esquecer um amor proibido - a filha de um coronel
(Domingos Montagner), que não aprovava o romance - e foi servir o Exército. Em
cada uma das três fases, o papel fica à cargo de Land Vieira, Chambinho do
Acordeon e Adélio Lima, respectivamente
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