A história do Brasil teve
início na Bahia. Salvador foi a primeira capital do país até o ano de 1763.
Chamada na época de sua fundação por “São Salvador da Bahia de Todos os
Santos”, a cidade passou a ser descoberta pelos colonizadores no ano de 1510,
quando um navio francês naufragou em terras baianas, trazendo a bordo um dos
mais importantes personagens históricos da colonização baiana, Diogo Álvares,
conhecido como Caramuru. Juntamente com a índia Paraguaçu, Caramuru desempenhou
importante papel dentro da história da colonização da Bahia. Por volta de 1536,
o rei de Portugal, D João III dividiu as terras brasileiras em Capitanias Hereditárias.
Os donos das Capitanias eram chamados de donatários e Francisco Pereira
Coutinho ganhou parte da território de Salvador, fundado na época como “Arraial
do Pereira”. Coutinho teve o comando do Arraial, mais tarde batizada de “Vila
Velha” até 1549 na ocasião da chegada de Tomé de Souza, o primeiro governador
geral do Brasil. Juntamente com Tomé de Souza desembarcaram em Salvador seis
embarcações com uma comitiva de aproximadamente 10 mil pessoas para fundar sob
ordens do rei de Portugal, a cidade de “São Salvador”. Após o governo de Tomé
de Souza, governaram o país Duarte da Costa e Mem de Sá, que teve o comando do
país até 1572.
Neste período a Bahia era a
região que mais exportava açúcar, considerado na época o produto mais exportado
do país. A fama e a riqueza da província baiana, despertaram a cobiça de outros
países no início do século 17. Nestes tempos Portugal estava unido com a
Espanha, colocando várias restrições ao Brasil como, o impedimento do país em
firmar relações comerciais com a Holanda. Este fato, ligado a riqueza
desencadeada pela exportação do açúcar, fez com que a Holanda resolvesse
invadir a Bahia. Uma esquadra comandada pelo holandês Jacob Willekens, chegou
às terras baianas em 1624 com 26 navios. Neste período foi construída em Morro
de São Paulo a Fortaleza de Tapirandu, uma importante estratégia para defender
a Baía de Todos os Santos. Os invasores holandeses ocuparam Salvador e
permaneceram por cerca de um ano até serem expulsos pela força luso-espanhola.
Salvador foi capital e sede da
administração colonial do país até o ano de 1763, quando a sede do império foi
transferida para a cidade do Rio de Janeiro. Apesar da mudança da sede da
Coroa, Salvador continuou a se destacar dentro do cenário de colonização do
país e anos depois na fase de independência do Brasil, em 1822, a capital
baiana protagonizou uma luta que se arrastou por mais de um ano, mesmo após o
Brasil ficar independente de Portugal. Somente no dia 2 de julho de 1823, a
Bahia pôde comemorar a independência brasileira.
Em 16 de novembro de 1889 foi
proclamada a República na Bahia, pelo coronel Frederico Cristiano Buys. O
primeiro governador eleito baiano foi Joaquim Manuel Rodrigues Lima
(1892-1896). Após veio a administração de Luís Viana (1896-1900), quando
ocorreu um dos mais marcantes episódios baianos, a guerra de Canudos. De 1908 a
1911, a Bahia foi governada por João Ferreira de Araújo Pinho, que teve que
renunciar ao mandato antes do término devido a uma crise política desencadeada
neste período. Na ocasião Joaquim Seabra, ministro da Viação no governo de
Hermes da Fonseca, governou o estado baiano até1916. O governo de Seabra foi
marcado pela urbanização da cidade de Salvador. No ano de 1920, Seabra tentou
eleger-se novamente, mas sofreu uma forte oposição. Em 1920, o governo
brasileiro decretou a intervenção no estado e os anos seguintes foram marcantes
em territórios baianos e brasileiro, devido acontecimentos mundiais como a
Segunda Guerra Mundial.
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